Aumenta a recuperação amigável de crédito
Jul 7, 2010 Outros
O malparado domina a situação económica mundial e tem especial reflexo em Portugal, uma das nações europeias com os números mais negros no que àquele dizem respeito. É cada vez mais complicado as empresas de crédito recuperarem os empréstimos quando se iniciam os primeiros incumprimentos, e as formas de reaverem as importâncias cedidas é uma acção dificílima.
Face à nova e dura realidade que leva os clientes a deixarem de pagar as suas mensalidades, as entidades que financiam na área do crédito começam agora a optar por um novo caminho para voltarem a ter nos seus bolsos as quantias que pareciam perdidas. No entanto, ao contrário do que acontecia anteriormente, a via judicial já não está no topo das preferências, tendo estas sido transferidas para as acções extrajudiciais, ou seja, os acordos amigáveis e as renegociação de prazos e mensalidades.
Embora não existam, ainda, números que dêem conta da verdadeira expressão da nova abordagem das empresas às dificuldades em reaverem o dinheiro em falta, é unânime que os métodos para a concretização daquela acção são crescentemente eleitos em detrimento do recurso a advogados, bastante mais dispendiosos e cuja produção de resultados é mais demorada.
A grande taxa de eficiência das vias não-judiciais é um dos factores que lidera a frente da lista que leva à preferência por aquela via. A recuperação do crédito em dívida não só é mais rápida como a resolução dos casos acontece num espaço de tempo substancialmente mais curto, motivos que pesam na hora de optar por uma das formas de recobro das importâncias.
Contrariamente ao que algumas empresas pensam, as entidades de recuperação amigável de crédito não seguem a mesma linha burocrática da legislação, como os advogados, optando antes pela flexibilidade nos aspectos contratuais, a fim de encontrar um consenso entre credor e cliente, com a derradeira função de que estes segundos possam liquidar a sua dívida perante aqueles primeiros.
Actualmente, centenas de empresas nacionais já enveredaram única e exclusivamente pelos profissionais de recuperação amigável de crédito, que não “queimam” as pessoas que deixaram de poder pagar os seus empréstimos, mas procuram forjar soluções executáveis pelas entidades e concretizáveis pelos clientes.
Tags: acordo, recuperação crédito

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