Ultrapasse as dívidas do crédito à habitação
Jun 10, 2010 crédito
São cada vez mais comuns as dificuldades em pagar um imóvel ao banco, da mesma forma que é corrente ser esta a razão que leva as famílias a engrossar a lista do malparado e dos clientes com nome na “lista negra” do Banco de Portugal (BdP). Os ordenados continuam na mesma e os gastos mensais não baixam, bem pelo contrário, já que o custo de vida sobe diariamente. Por isso, há que encontrar soluções para contornar esta situação e sair dela de forma positiva.
Embora seja complicado deixar para trás as dificuldades económicas causadas pela crise actual, existem já algumas opções que ajudam a ultrapassar os momentos mais delicados a nível financeiro. Entre estas encontra-se o Fundo de Investimento Imobiliário para Arrendamento Habitacional, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, uma recente medida que se constitui como um plano alargado de auxílio à habitação, com vantagens assinaláveis a vários níveis.
Desenvolvido após ter sido aprovada a nova Lei do Orçamento de Estado, que anuncia incentivos direccionados para o mercado arrendatário, o Arrendamento Habitacional conta com a gestão da Sociedade Gestora de Fundos e Investimento Imobiliário da CGD, o Fundimo. Esta estreita parceria tornou possível facultar melhores mensalidades aos clientes, com reduções de até 25 por cento no valor unitário, além de outras mais-valias de produtos e serviços adicionais (opcionais).
Através do Caixa Arrendamento, o fraccionamento do empréstimo sofre um corte que beneficiará os titulares do crédito, que podem assim obter uma prestação mais baixa. Na prática, as famílias com dificuldades podem ter mais algum fôlego todos os meses, podendo enveredar pela aplicação da quantia poupada num investimento a médio prazo, tirando o máximo partido desta oportunidade concedida por este novo produto CGD.
Em contrapartida, a entidade bancária passa a receber, através deste fundo, a renda paga anteriormente pelos clientes, sendo possível liquidar uma importância de até menos 25 por cento em relação ao valor precedente, ficando-se isento de imposto de selo em caso de alienação do imóvel para este fundo, mas sem que se percam os direitos sobre o mesmo. Uma outra compensação que a Caixa irá obter está relacionada com a opção de futuramente a carteira de activos poder vir a ser cotada em bolsa, num estatuto específico, como já se faz em outros países, com resultados bastante positivos, mas ainda não totalmente conclusivos, dado que não decorreu tempo suficiente desde o início da sua aplicação.
O investimento inicial do Caixa Arrendamento foi de cerca de 30 milhões de euros, acordados em Janeiro do ano passado, numa operação que necessitou do envolvimento do Fundimo. Esta é uma entidade com créditos firmados no mercado nacional, onde já se encontra desde 1987, altura em que começou a desempenhar um papel de grande importância na gestão dos fundos de investimento imobiliário.
Tags: Crédito Habitação, dívidas

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